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terça-feira, 7 de julho de 2009

Uma noite para partilhar..

Não sou muito pessoa de pegar em papel e caneta e escrever o que me vai na alma, porque até acho que não sou grande escritora. Mas ontem, com uma hora para "matar" e a precisar de um desabafo, escrevi este texto (fraquinho em qualidade, mas rico em sentimento) no meu "notebook" novinho em folha:
"Hoje precisava de uma daquelas noites, com um daqueles amigos que só de nos olhar nos olhos percebe a inquietação que nos vai na Alma.
Uma daquelas noites em que as palavras só saem a "saca-rolhas", mas não importa o pouco tempo que se tem ou o que há para fazer cedo no dia seguinte, porque o tempo com um daqueles amigos é demasiado precioso para se perder, mesmo que isso signifique que se durmam apenas umas escassas horas.
Daquelas noites em que tudo o que se diz nos marca, talvez para o resto de uma vida, e nas quais tomamos decisões importantes que nunca conseguiríamos tomar sem a ajuda de um daqueles amigos que, seja com uma palavra mais dura ou uma mais doce nos ajuda a encontrar o caminho certo.
Uma daquelas noites em que tudo o que precisamos é que "nos salte a tampa", e que um daqueles amigos esteja lá para nos confortar e ser a "almofada" que nos enxuga as lágrimas.
Não estou a pedir muito..
Apenas uma daquelas noites, com um daqueles amigos que sabem sempre como nos aquecer a Alma. Noites atribuladas e cheias de emoção mas que nos deixam o coração quente e a transbordar. Noites para sempre memoráveis."

Esta é só uma noite para partilhar
qualquer coisa que ainda podemos guardar cá dentro
um lugar a salvo para onde correr quando nada bate certo
e se fica a céu aberto sem saber o que fazer
Esta é uma noite pra comemorar
qualquer coisa que ainda podemos salvar do tempo
um lugar pra nós onde demorar
quando nada faz sentido e se fica mais perdido
e se anseia pelo abraço de um amigo
Esta é uma noite para me vingar
do que a vida foi fazendo sem nos avisar
foi-se acumulando em fotografias
em distâncias e saudade
numa dor que nunca cabe e faz transbordar os dias
Esta é uma noite para me lembrar
que há qualquer coisa infinita como o firmamento
um sorriso, um abraço que transcende o tempo
e ter medo como dantes
de acordar a meio da noite
a precisar de um regaço
(Mafalda Veiga)

terça-feira, 5 de maio de 2009

Autenticidade

Ás vezes sinto me tão "anormal", Diferente das outras pessoas.. Não sei se isso é bom, ou mau. E ás vezes penso que podia ser uma pessoa "normal". Mas onde estaria a originalidade disso...?
Vivemos numa sociedade tão difícil e exigente, que quase nos obriga a ser alguém que não somos, só para sermos aceites, para sermos normais. E é tão cansativo, sermos NÓS, SIMPLESMENTE AUTÊNTICOS.
Portanto, se ser "anormal" é ser autêntico, então acho que gosto mesmo de ser anormal. porque as "minhas pessoas", a minha família, e os meus verdadeiros amigos gostam de mim assim tão anormal.
Obrigada pelos mimos, sorrisos, abraços que me enchem o coração e me ajudam a viver quando esta sociedade cruel me impele a desistir; Obrigada pelos sacrifícios que fazem (porque eu sei que os fazem!) só para me fazerem feliz;
Vocês são as "minhas pessoas"
A minha razão de (sobre)viver
Não saberia não vos ter..

segunda-feira, 13 de abril de 2009

What if..?

(in: Shiuuuu)
Passeámos. Tomámos café. Brincámos com os pacotes de açucar. 2 frases para mim, 2 para ti.

Foi uma tarde simples, e uma noite bastante louca! :) Mas os melhores momentos com os amigos são mesmo esses: Simples, e ao mesmo tempo Loucos.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Á Descoberta..

Tenho pensado muito no que escrever no próximo post, depois de ter inaugurado este blog.. deu me assim uma espécie de branca, e um sentimento de que nada do que poderia escrever seria digno de alguém ler. Sempre tive um certo "medo" do ridículo, mas ridículo seria começar este blog e nunca mais escrever, não é? Que se lixem as aparências. Vou partilhar sentimentos e experiências.
Não vai há muito tempo presenciei uma cena que vai ficar sempre na minha memória pela simplicidade e significado que teve para mim.. Representa a inocência, e ao mesmo tempo o sentido de descoberta que muitos de nós temos escondido na gaveta.
Num encerramento de um convívio fraterno em que participei recentemente, havia uma menina pequenina(não devia ter mais de 2, 3 anos, mas não posso ser precisa nesta informação. lol) a passear-se pela sala, completamente na dela. Caía, levantava-se, mas não dava confiança a ninguém a não ser os seus familiares mais próximos. Até que vi alguém a cativá-la de uma forma impressionante! Muito devagarinho, ela foi-se aproximando desse "alguém" e do instrumento que ela tinha na mão: uma guitarra. Descobriu a guitarra, passou as mãosinhas pequeninas pela madeira e pelas cordas, e passado um pouco já estava ao colo da dona dela! Achei simplesmente fantástico.. Não só o facto de ter sido a única pessoa em quem a pequenina confiou, mas a forma como ela a cativou e a enorme descoberta que a criança acabava de fazer na simplicidade de uma guitarra.
Por esta altura, vocês devem estar a perguntar: qual é o interesse desta história?
Pois esta história para mim tem uma moral. Ou várias até.
A primeira: nunca tenhas medo de descobrir! a descoberta faz parte da vida, e fá-la muito mais interessante!
A segunda: Simplicidade e Humildade. Foi isso que cativou a menina. De todas as pessoas que tentavam cativá-la, ela escolheu a que o fez de maneira mais simples e humilde, sem qualquer pressa ou segundo interesse.
E a última, mas igualmente importante: "Tornas-te Eternamente Responsável por Aquele que Cativas!" Esta citação do Principesinho de Saint-Exupéry é basicamente a moral da minha história. Eu diria quase um lema de vida. Por muito que andemos numa roda viva que se chama vida, tão submersos nos nossos problemas, há sempre pessoas que precisam de nós. Como alguém disse nesse mesmo convívio: "Basta a simplicidade do Estar".